Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a aplicação de tarifas de 50% para produtos brasileiros para 1º de agosto, a presidente da Petrobras (PETR4), Magda Chambriard, informou nesta quinta-feira (17) que a companhia pretende intensificar a venda de derivados, atualmente direcionados aos EUA, para mercados da Ásia e da Ásia-Pacífico.
Embora as exportações de petróleo e gás para os norte-americanos representem uma fatia significativa dos embarques totais do Brasil — cerca de 4% do total da estatal —, a CEO afirmou que o mercado dos Estados Unidos não é essencial para a empresa. “É pouca coisa (que a Petrobras (PETR4) exporta para os EUA). Em geral, não estamos muito preocupados, dá para realocar”, declarou.
Hoje em dia, os principais parceiros internacionais da Petrobras são os traders asiáticos. A China lidera como maior compradora, com 36%, seguida pela Europa, com 27%, e por outros países da Ásia, que somam 33%.
Dessa forma, o intuito da mudança é ampliar os negócios com o continente asiático, redobrando esforços para vender esses derivados caso se torne inviável a venda para os EUA, afirma fonte da estatal.
A mesma fonte ainda destaca que, mesmo com um cenário de negação do país norte-americano, a preocupação é limitada, dada a alta demanda internacional. Além disso, é improvável que os Estados Unidos sofra um forte impacto já que o país sul-americano forneceu menos de 3% do petróleo que foi consumido até o momento no ano, aponta a consultoria StoneX.
PETR4: Mercado reage às falas da CEO
Apesar de a Petrobras (PETR4) não ter comentado sobre o assunto quando procurada pelos veículos de comunicação. Em nota, o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) diz defender o diálogo aberto entre as lideranças brasileiras e norte-americanas, buscando encontrar uma solução diplomática para a questão e preservar a estabilidade institucional e o fluxo comercial entre as duas maiores economias do continente.
No mercado financeiro, a reação foi negativa. Em meio ao cenário, a PETR4 operava em queda nesta quinta-feira (17). Por volta das 16h52 (horário de Brasília), as ações da estatal recuavam 0,88%, cotadas a R$ 31,51.






