As ações da B3 (B3SA3) operam em alta na sessão do Ibovespa (Ibov) desta terça-feira (15), após a divulgação dos resultados operacionais de junho e do segundo trimestre de 2025 (2T25). Os números vieram acima do esperado pelos analistas.
Com isso, às 15h23 (horário de Brasília), os papéis avançavam 1,18%, a R$ 13,77.
No 2T25, a B3 registrou um volume médio diário de ações (ADTV) de R$ 27,0 bilhões, sendo o melhor desde o segundo trimestre de 2023 (2T23), com 6,4 milhões de contratos, valor 7% acima das projeções do mercado. O volume médio diário de derivativos (ADV) também foi positivo, somando R$ 8,8 bilhões, equivalente a uma alta anual de 4% e 2% acima das projeções internas.
Apesar dos dados positivos, analistas da XP Investimentos consideram antecipado pensar que o mercado de capitais está em um processo de recuperação sustentada, sinalizando níveis atuais da taxa básica de juros (Selic), de 15% ao ano, como o principal motivo para uma retomada mais vigorosa.
Ainda entre abril e junho deste ano, a manutenção de um momentum positivo se destacou no segmento de renda fixa do B3SA3, totalizando R$ 5,1 trilhões em novas emissões, elevação de 14% em relação ao segundo trimestre de 2024 (2T24) e de 5% sobre estimativas do mercado.
Os derivativos de balcão (OTC) também ganham destaque, apresentando um resultado de R$ 4,3 trilhões, 4% acima na comparação com o 2T24 e 5% ante perspectiva das corretoras.
B3SA3 em junho
O desempenho da B3 (B3SA3) em junho foi mais modesto do que no trimestre. O volume médio diário (ADV) de derivativos foi de R$ 11,53 bilhões, queda de 6% em comparação anual e 0,8% frente a maio. Seguindo a linha, o volume financeiro médio diário (ADTV) de ações atingiu R$ 25,4 bilhões, queda mensal de 6,4%, mas ainda 5,8% acima de junho de 2024.
No mercado à vista, o resultado foi de R$ 24,486 bilhões na média diária, com alta anual de 6,4% e redução mensal de 6,2%. A velocidade de giro foi de 134,6%, ante 135,5% registrado no mesmo período no ano anterior.
Por fim, as novas emissões de renda fixa tiveram aumento de 2,2% em junho em comparação a maio, com R$ 1,7 bilhões. Acumulando alta de 16% no ano.
Análises sobre os resultados
Apesar da melhora nas receitas da B3 (B3SA3), a XP Investimentos segue com uma postura conservadora, indicando fragilidade no mercado de capitais e potenciais riscos competitivos no horizonte.
“Embora os dados mensais da B3 indiquem algum alívio para os números de renda variável, parece muito cedo para concluir que o mercado de capitais entrou em uma recuperação sustentável”, escreveram os especialistas da XP, Bernardo Guttmann e Matheus Guimarães.
Já o Goldman Sachs, por outro lado, está mais otimista, e espera um crescimento sólido no lucro líquido recorrente, com elevação de 9% ante 1T25, atribuído ao aumento das receitas líquidas e uma melhora no resultado financeiro líquido. O banco também estima avanço das receitas em todos os segmentos.
O Bradesco BBI vê os números como uma tendência positiva, destacando o bom desempenho tanto na renda variável quanto na renda fixa. Enfatizando as receitas com derivativos listados que permanecem estáveis em comparação ao primeiro trimestre de 2025 (1T25).
“Além disso, ressaltamos que o ADTV consolidado de ações à vista no trimestre foi bem acima do primeiro trimestre de 2025 e do segundo trimestre de 2024, o que indica um possível aumento nas receitas com ações no segundo trimestre de 2025“, escrevem os analistas do BBI.
A XP Investimentos e o Goldman Sachs reiteraram recomendação neutra para os papéis da B3 (B3SA3), com preço-alvo de R$ 16,00 e R$ 14,80, respectivamente.






