O fundo imobiliário MCCI11, da Mauá Capital, registrou lucro líquido de R$ 22,673 milhões no balanço de maio, representando uma alta de 42,37% ante o mês anterior. Além disso, a receita total do período foi de R$ 23,96 milhões, com as despesas operacionais em R$ 1,286 milhão.
Com isso, foi feita a distribuição de dividendos de R$ 0,90 por cota, totalizando R$ 15,264 milhões pagos aos cotistas. O que corresponde a um dividend yield (rendimento de dividendo) anual de 13,4%, com base na cotação do último fechamento de maio, de R$ 85,49 por cota.
O MCCI11 acumulou uma reserva de R$ 0,89 por cota no mês, que será distribuída em futuros pagamentos mensais, alinhada a política de estabilidade adotada pela Mauá Capital.
MCCI11: Investimento em CRI
Ainda em maio, o FII anunciou a aquisição de um novo Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), mantendo a diversificação da sua carteira, trazendo condições superiores às dos atuais investimentos.
O ativo aquirido, o CRI BRF, teve custo de R$ 48,1 milhões, com remuneração de IPCA + 8,25%, o que é superior à média anterior do portfólio, de IPCA + 7,6%. O imóvel trata-se de um galpão refrigerado de 30.694 metros quadrados, localizado em Vitória de Santo Antão (PE), e no momento está locado para a empresa BRF por contrato atípico, até o vencimento da operação.
Para garantia, e segurança do investidor, a operação conta com mecanismos de proteção adicionais, como fundo de reserva, fundo de juros e fiança bancária, sendo realizado em emissão de série única, fundamentada por uma alienação fiduciária de 12,5%.
Atualmente, o índice de loan-to-value (LTV) da operação está em 62%, nível considerado relativamente seguro, e ainda marca uma estratégia de otimização de portfólio, com a junção de aquisições com recursos provenientes de amortizações antecipadas, pré-pagamentos com multa e alienação de imóveis ao longo dos últimos 12 meses.
Ademais, a renovação da carteira elevou a taxa média de aquisição do portfólio do MCCI11, passando de IPCA + 6,8% para IPCA + 7,6% em cerca de um ano (maio de 2024 para maio de 2025), sem a necessidade de novas emissões de cotas.






