O mercado se prepara para esta quarta-feira (18), ou melhor, super quarta – quando o Banco Central (BC) e o Federal Reserve (Fed) anunciam suas novas taxas de juros – como é chamada pelos investidores. Eles esperam que, com a reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) escolha encerrar o ciclo de alta da Selic, atualmente em 14,75% ao ano.
Com isso, os investidores devem sofrer efeitos do ajuste. Para 2026, é estimado que a taxa caia lentamente para 12,5% ao ano. Porém, caso ocorra, a renda fixa deve se tornar menos atrativa, assim como já existem títulos do Tesouro Nacional rendendo menos que a Selic. Entretanto, o recuo não será tão brusco, e sim gradativo.
Semana da super quarta
Nesta segunda-feira (16), o mercado acompanha a publicação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central, projetando desaceleração e deflação. Os investidores brasileiros continuam observando as negociações em Brasília acerca do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a nova medida provisória.
Já na próxima quinta-feira (19), o Banco da Inglaterra (BoE) e o Banco do Povo da China (PBoC) também divulgam suas decisões. Manutenções são esperadas para os bancos centrais do Japão, Reino Unido e Turquia, além dos já citados.
Em Londres, a deliberação do BoE é acompanhada das atas da reunião e da tradicional fala de Andrew Bailey, presidente da instituição. O PBoC fecha o ciclo da semana com sua própria decisão sobre juros.
No exterior, é esperado apenas o Índice Empire State, que mede a atividade manufatureira nos EUA.
Para encerrar a semana, na sexta-feira (20), o discurso do governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, trará indicadores importantes. No dia também será divulgado o relatório do Banco Central Europeu.
Às 16h09 (horário de Brasília), o Ibovespa (Ibov), principal índice da bolsa de valores brasileira (B3), subia 1,76%, com 139.582 pontos. Já os índices norte-americanos, Nasdaq, Dow Jones e S&P 500, tinham alta de 1,26% (21.904,63), 0,62% (42.458,43) e 0,80% (6.025,00), respectivamente.






