O dólar à vista opera em alta nesta sexta-feira (13), acompanhando a valorização externa, em reação ao ataque de Israel contra instalações nucleares e de mísseis do Irã, aumentando as tensões no Oriente Médio.
Com isso, a moeda americana caminha para zerar as perdas da semana, às 15h34 (horário de Brasília) registrava leve alta de 0,04%, valendo R$ 5,5360. Na máxima do dia chegou a R$ 5,5938. O DYX, seu indicador, subia 0,32%, a US$ 98,18.
Além da apreensão sobre a guerra, o crescimento do preço do petróleo também contribuiu para o aumento do dólar, dando suporte a moedas ligadas a essa commodity. No mesmo horário, o contrato mais líquido do Brent, referência mundial do combustível, subia 7,51%, cotado a US$ 74,57.
Investidores brasileiros também observam o terceiro crescimento mensal consecutivo do volume de Serviços no Brasil em abril na esteira da dinâmica positiva do mercado de trabalho.
Dólar: Conflito entre Israel e Irã
A moeda americana tem sido considerada um “porto seguro” em meio aos ataques aéreos de Israel contra o Irã durante a madrugada desta sexta-feira (13).
Segundo o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o seu território lançou uma “operação militar direcionada” contra o programa nuclear e de mísseis balísticos do Irã. Em contragolpe, o país afirmou ter lançado cerca de 100 drones contra Israel.
“Esta operação continuará por quantos dias forem necessários para remover esta ameaça”, disse Netanyahu. De acordo com ele, o eventual desenvolvimento de bombas nucleares iranianas representaria uma ameaça existencial ao futuro dos israelenses. “Se o Irã tiver armas nucleares, nós não vamos existir aqui”, completou.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que “República Islâmica do Irã dará uma resposta severa, sábia e firme ao regime ocupante”. O país asiático também desistiu de participar da sexta rodada de negociações nucleares com os Estados Unidos, marcada para domingo (15). O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que foi informado sobre a operação de Israel antes de seu lançamento.
“O principal impacto desse conflito entre Israel e Irã é o aumento global da aversão a risco, pois o conflito agrava a instabilidade no Oriente Médio, uma região estratégica para a produção e o transporte global de petróleo e gás — como o estreitamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo global”, afirmou o planejador financeiro CFP e especialista em investimentos, Jeff Patzlaff.
Ele explica que a preocupação sobre o risco sistêmico tem causado fuga de capitais de mercados emergentes, como o Brasil. Apesar do aumento da aversão global, o dólar tem operado volátil em comparação ao real.






