As ações da Gol (GOLL4) operam em queda brusca nesta terça-feira (10), após a saída da companhia do Chapter 11 — recuperação judicial dos Estados Unidos — e o aumento de capital, parte do plano para a retirada do processo.
Em decorrência, às 15h15 (horário de Brasília), os papéis registravam queda de 11,38%, valendo R$ 1,09.
Em 6 de junho, a companhia aérea comunicou que concluiu sua reestruturação financeira e emergiu de seu processo do Chapter 11 nos EUA, porém os acionistas ainda se mantêm cautelosos quanto a isso.
Mudanças após o Chapter 11
Como parte da estratégia, a Gol executou um aumento significativo de capital através da capitalização de recebíveis, chegando a aproximadamente R$ 12 bilhões, equivalente a 8,2 trilhões de ações ordinárias e 968,8 bilhões de ações preferenciais. Com isso, o grupo Abra passou a deter cerca de 80% do patrimônio da empresa.
A posição de liquidez da companhia chega a quase US$ 900 milhões, com alavancagem de 5,4 vezes, enquanto a líquida é projetada abaixo de 3 vezes até o final de 2027.
Além disso, as mudanças também foram nos tickers de negociação, os quais passarão a ser negociados “ex-direito de preferência” a partir do dia 12 de junho, devido ao início do período de operação do direito. Com os novos códigos de negociação, o GOLL53 mudou para GOLL3 e GOLL54 para GOLL4, com lotes de negociação atualizados para 1000 ações.
Futuro da Gol (GOLL4)
Assim como o restante do mercado, o BTG Pactual também está atento às ações da Gol (GOLL4), mantendo uma postura cautelosa. O banco tem recomendação de venda para os papéis, com preço-alvo de R$ 1, mesmo após o encerramento do Chapter 11.
Os analistas da BTG falaram sobre o aumento de capital, destacando que para a realização, a empresa terá que emitir 1,2 trilhão de ações, resultando em uma diluição de 99,8%.
“Além disso, após a reestruturação, a alavancagem da companhia continuará elevada, em 5,4x, e a Abra passará a deter 80% da Gol”, escreveu a equipe liderada por Lucas Marquiori.
A mediação da alavancagem ocorre através da relação dívida líquida sobre o lucro antes dos juros, tributos, depreciação e amortização (Ebitda), ou seja, quanto maior o número, mais elevado é o risco financeiro.






