O fundo imobiliário TORD11, do R Capital Asset, comunicou para os cotistas e mercado nesta quinta-feira (5) que suas cotas passam a ser negociadas de forma grupada, tendo como base o último fechamento desta quarta-feira (4).
O grupamento é na proporção de seis por um, ou seja, cada seis cotas do TORD11 foram unidas em apenas uma, sem alteração no valor aplicado como investimento pelos cotistas, nem no patrimônio líquido do fundo, de R$ 208,2 milhões. O único impacto será para a liquidez do ativo na bolsa, que tende a reduzir, sendo considerado desfavorável pelos investidores.
O anúncio feito ainda em abril deste ano tem causado efeitos negativos para o FII. Por volta das 10h30 (horário de Brasília), chegava a cair 10,75%, valendo R$ 3,32. No ano, já acumula queda de 35,80%.
Leilão do TORD11 na B3
Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na primeira divulgação das mudanças e nesta quinta-feira (5) pela manhã, os cotistas tiveram até ontem, dia 4 de junho, para ajustar suas posições nas carteiras antes do grupamento.
Dessa forma, as frações de cotas que ainda restaram serão reunidas e vendidas em leilão na bolsa de valores brasileira (B3), cuja data ainda não foi divulgada. Além disso, a B3 também chamou a atenção do TORD11 após ser negociado abaixo de R$ 1,00, exigindo que o fundo tomasse alguma providência para correção do valor.
Na bolsa, o preço dos ativos não pode ser negociados na casa dos centavos, já que, neste patamar de preço, a volatilidade fica muito alta, com isso, é necessário que o emissor do ativo realize o grupamento. O FII tem sido penalizado pelos investidores desde outubro do ano passado, quando cotistas passaram a mandar críticas e denúncias para a CVM.
O valor unitário distribuído será equivalente à proporção estabelecida, ou seja, multiplicado por seis.






