Em análise sobre a 11ª oferta de emissão de cotas do TRXF11, fundo imobiliário da TRX Gestora, divulgada nesta terça-feira (20), a BB Investimentos chegou a projetar um valor total de R$ 1,25 bilhão, caso o montante adicional de 25% seja subscrito. Sem a porcentagem extra o valor captado deve ser de R$ 1 bilhão, ou R$ 1,50 por cota.
O TRXF11 tem destaque devido o valor das suas cotas, que são negociadas com base no valor patrimonial por cota (VPC), segundo os analistas do banco, em meio a um mercado secundário sendo bastante descontado. Na segunda-feira (19), véspera da análise, o fundo registrou R$ 102,00 no fechamento, com o VPC em R$ 101,72 e o valor de subscrição de R$ 100,48.
Além disso, o fundo hibrido ainda possui um patrimônio líquido de R$ 2 bilhões, aplicados em 58 imovéis de forma direta e indireta, localizados em 13 estados diferentes, com mais de 1/3 ou 58% em São Paulo, com quase 100% dos ativos locados.
Visão positiva do BB-BI sobre TRXF11
A 11ª emissão de cotas tem data de liquidação estimada para o dia 5 de junho, porém ocorrerá somente em julho. Com isso, os novos investidores não receberão os proventos de junho, preservando a distribuição dos rendimentos para os cotistas atuais, com pagamento de R$ 0,90 e R$ 0,93 por cota.
O valor da captação permitirá ao TRXF11 adquirir novos ativos, atingindo “um novo patamar de tamanho e diversificação”, aponta a BB Investimentos. Os analistas ressaltam que com o patrimônio líquido o fundo entrará para o top 10 componentes do índice de fundos de investimentos imobiliários (IFIX).
Apresentando investimentos em 43 cidades de 16 Estados e “com maior diversificação setorial”, elevando o percentual de contratos típicos de 5% para 17%. “Porém, são imóveis localizados em regiões com menor oferta de ativos disponíveis para locação e demanda fortalecida, como é o caso da maior parte das regiões de São Paulo, o que elevará a exposição do fundo na região (de 38% para 43% após oferta)”, apontam. Os resultados também minimizarão a pressão sobre o caixa imediato.
Ademais, a estratégia deve provocar uma possibilidade de pagamento de até R$ 750 milhões em cotas, reduzindo os níveis de alavancagem do TXRF11, que vêm sendo bastante criticados. Ao longo prazo, também deverá impactar na saúde financeira do fundo.






