A Cyrela (CYRE3) divulgou os resultados referentes ao primeiro trimestre de 2025 (1T25) nesta quinta-feira (15), sem surpresas negativas para os investidores. Com isso, às 14h13 (horário de Brasília), os papéis avançavam 0,94%, cotados a R$ 25,70.
De janeiro a março a construtora obteve uma receita líquida de R$ 1,95 bilhão, crescimento de 24% no mesmo período em 2024, entretanto, um recuou de 22% na comparação ao quarto trimestre de 2024 (4T24). Enquanto a margem bruta ajustada foi o destaque, com 34,4%, 1 ponto percentual (p.p.) acima da média dos últimos trimestres, ocasionado por um impulso do mix de projetos reconhecidos no período.
Já o lucro líquido totalizou R$ 328 milhões no trimestre, ficando em linha com o consenso, com alta de 23% ante primeiro trimestre de 2024 (1T24), além de um Retorno sobre Patrimônio (ROE) de 20,9% em 12 meses.
Durante os três primeiros meses a companhia registrou uma geração de caixa de R$ 71 milhões, contribuindo para o ajuste da dívida líquida, que se mantém em um patamar estabilizado, representando 9,3% do patrimônio líquido.
Valor geral de vendas do 1T25
Ainda no trimestre, a Cyrela (CYRE3) lançou 18 empreendimentos, conforme informação revelada já na prévia operacional. Com isso, o valor geral de vendas (VGV) foi de R$ 3,4 bilhões, ficando 183% acima do 1T24. Na comparação anual as vendas líquidas subiram 34%, com R$ 2,1 bilhões no 1T25.
Em contraponto, a performance dos lançamentos foi mais fraca, impactando no indicador de velocidade de vendas (VSO) de 33%, porcentagem abaixo do observado nos trimestres anteriores, mesmo assim, o desempenho das vendas de estoque foi considerado positivo, o que manteve o VSO dos últimos 12 meses em 52,6%.
Projeção para a CYRE3
O segundo trimestre de 2025 (2T25) já começou bem para a Cyrela (CYRE3), com o cenário macroeconômico compatível com o conjunto de lançamentos da companhia para o ano. Segundo o copresidente da construtora, Raphael Horn, o período deve ser melhor que o registrado no ano passado.
“Acho que a gente vai lançar toda a nossa grade para esse ano e isso significa um crescimento em relação ao ano passado — Nosso cenário base é esse… tudo indica que as condições são boas para isso.”, afirma Horn após a divulgação do balanço.
“Obviamente, a gente pode mudar de ideia e cortar lançamento, mas eu não acho que é isso que vai acontecer”, complementou.
Com a nova linha de financiamento do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) destinado a classe média, Miguel Mickelberg, diretor financeiro da Cyrela, afirma que não ocasionará em impactos para a estratégia da companhia, atualmente focada no segmento econômico sob a marca Vivaz.
“A gente sinalizou que o MCMV vai representar um volume que deve ser próximo a 30% (dos lançamentos) do ano, isso já é um crescimento importante”, disse Mickelberg, que se encontra “bastante animado” com o setor.






