O Ibovespa (Ibov) opera nesta terça-feira (13) com máxima intradia histórica, pela 1º vez na história o principal índice da bolsa de valores brasileira (B3) alcançou os 138 mil pontos. A alta vem junto a um otimismo global com o acordo de suspensão das tarifas entre Estados Unidos e China, anunciado nesta segunda-feira (12), e a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Às 15h10 (horário de Brasília) o Ibov subia 1,43%, com 138.514 pontos. No mesmo horário o dolár a vista recuava 1,17%, valendo R$ 5,6085 na venda.
Para o Bank of America (BofA), o índice ainda superará a marca de 140 mil pontos até o final de 2025, o que representa um crescimento de 18% em relação a abril, a estimativa tem como base uma pesquisa com gestores de fundo da América Latina, onde 43% dos participantes projetaram a informação.
Além disso, 53% dos componentes afirmam que o Brasil terá o melhor desempenho na América Latina, com 22% indicando o méxico nessa posição. “Nos Andes, a maioria espera que o Chile tenha um desempenho superior”, acrescentou o banco, sem informar a porcentagem mas definindo o valor do cobre como de risco.
Acordo: EUA x China
Os Estados Unidos e China chegaram a uma conclusão nesta segunda-feira (12), em função de reduzir drasticamente as tarifas sobre ambos os produtos por até então, 90 dias.
O anúncio, realizado pelos dois países, acontece após um fim de semana de fortes negociações comerciais em Genebra e Suíça, feito pelas duas maiores economias do mundo, que elogiaram “progresso substancial”, sobre os tratos, reconhecendo “a importância de uma relação econômica e comercial sustentável, de longo prazo e mutuamente benéfica”, afirmaram.
Com isso, Washington cortou as taxas de 145% para 30% sobre os produtos asiáticos, enquanto Pequim reduziu os custos para importações dos produtos norte-americanos de 125% para 10%.
Na América Latina, por outro lado, as tarifas permanecem como o principal risco. Segundo 9% dos participantes da pesquisa da BofA, as taxações podem impactar negativamente os ativos no Brasil, enquanto 31% o consideram como potencial deteriorador para o México.
Às 15h39 (horário de Brasília), os índices norte-americanos, Nasdaq e S&P 500, subiam positivamente 1,70% e 0,87%, respectivamente.Em contraponto, o Dow Jones recuava 0,46%. Já no mercado asiático, o índice Hang Seng de Hong Kong caia 1,87%.
Ata da Copom e impacto na Ibovespa
Acompanhando as movimentações mundo afora, no país, o foco da semana foi a alta da taxa Selic. Com a reunião do Copom a taxa básica de juros foi elevada em 0,50 ponto percentual (p.p.), saindo de 14,25% ao ano para 14,75% ao ano, deixando em aberto o movimento para o encontro de junho.
A pesquisa do BofA apontou que a Selic ainda deve atingir o pico entre 14,75% e 15% podendo impactar também a Ibovespa. Já o cenário base indica que a taxa já alcançou seu patamar máximo na reunião de maio.
O Comitê disse que incertezas sobre a política econômica dos Estados Unidos e a guerra tarifária tem impacto sobre expectativas e inflação, onde o ambiente externo “mostra-se adverso e particularmente incerto”.






