Com balanços do primeiro trimestre de 2025 (1T25) pendentes a divulgação nesta semana, BTG Pactual estima uma melhora no desempenho da Azul (AZUL4), devido ao aumento da demanda, e números operacionais fortes para a Gol (GOLL4), em meio a um cenário impactado pela alavancagem da companhia aérea.
Às 17h43 (horário de Brasília), o AZUL4 avançava 2,38%, valendo R$ 1,29, seguindo o GOLL4 que subia 2,25% no mesmo período, a R$ 0,91. A Azul apresentará os resultados na quarta-feira (14), e a Gol na quinta-feira (15).
O BTG define a possível fusão entre as companhias como um movimento estratégico com objetivo de consolidar duas das principais empresas focadas no segmento de aviação no Brasil, em um acordo “sem paralelo na indústria aérea brasileira”.
O relatório assinado por Lucas Marquiori e Fernanda Recchia, analistas do banco, calcula uma potêncial sinergia de US$ 500 milhões com a junção, com cerca de um terço desse valor sendo adquirido 12 meses após o acordo.
“O principal ponto destacado pela gestão é que a receita combinada de ambas as empresas soma algo próximo de US$ 8 bilhões. Eles apresentaram um benchmark de nove outras fusões na indústria aérea, como Azul e Trip e United e Continental”, escrevem.
Projeções para a Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4)
Os analistas estimam um 1T25 díficil para a Gol, estimando que a alta das despesas financeira pressionem o lucro em meio a resultados operacionais fracos. O banco projeta um ASK (assentos oferecidos por quilômetro) consolidado de R$ 11,6 milhões durante o período, alta anual de 5%, devido a grande demanda por voos nacionais e internacionais.
Já a receita líquida deve ser de R$ 5,2 bilhões, crescimento de 10% na mesma comparação, junto a um lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 1,6 bilhão, com margem de 32%.
Em contraponto, a companhia deve enfrentar um prejuízo líquido de R$ 342 milhões entre janeiro a março, consequência da alta das taxas de juros (Selic). Com isso, o BTG tem recomendação de venda para o GOLL4, com preço-alvo de R$ 1,63, equivalente ao valor do último fechamento.
Por outro lado, na percepção do BTG o Azul (AZUL4) se sairá bem no trimestre, com melhorias sequênciais nas métricas operacionais e financeiras, devido a aprimoração em sua malha aérea e ações de gestão de passivos. Com alta de 14% no ASK, e taxa de ocupação de 78% para o período.
A receita líquida é de R$ R$ 5,4 bilhões, 16% mais alta em relação anual, com Ebitda de R$ 1,5 bilhão, alta de 6% ante mesma comparação. Enquanto o prejuízo líquido estimado é de R$ 11 milhões, uma melhora aos R$ 257 milhões registrados no primeiro trimestre de 2024 (1T24).
O banco tem recomendação neutra para o AZUL4, com preço-alvo de R$ 4,41, também igual ao último valor de fechamento.






