Mesmo com grande queda, a expectativa é de que a Prio (PRIO3) decole. A empresa, conhecida pela produção de petróleo e gás, conseguiu a tão esperada licença ambiental para explorar o campo de petróleo Wahoo, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), no dia 28 de fevereiro, sexta-feira de carnaval.
Pela visão dos acionistas, o histório das ações é considerado um desanimo, mas para quem ainda não investe, pode ser uma oportunidade. Segundo Vitor Sousa, analista da Genial Investimentos, a autorização do Ibama é um dos grandes motivos para uma futura alta.
“Apenas o volume esperado pelo campo representa 35% do volume atual produzido pela empresa. Sendo assim, com a entrada operacional de Wahoo e retomada do processo de licenciamento ambiental para as demais operações da empresa, acreditamos que a PRIO3 deva passar a negociar a múltiplos mais interessantes que os atuais”, afirma.
A liberação que acontece após um grande periódo de espera, deve levar pelo menos 8 meses até o início da produção e deve acrescentar pelo menos mais 40 mil barris de petróleo por dia (bpde) na produção da empresa.
Porém, o analista ainda conta que pelo histórico de execução, o cronograma tem chances de ser antecipado ou a produção ser ainda maior do que aquela retratada nas certificações de reserva.
A produção que chegava a 114 mil barris de petróleo por dia em janeiro, deve chegar a pelo menos 150 mil com o novo campo.
“Enxergamos esse número de maneira muito conservadora, tendo em vista o redesenvolvimento dos demais campos, principalmente Albacora Leste. Além da produção esperada de Wahoo, que se baseia na última certificação de reservas anunciada pela empresa”, conta Vitor.
Expectativas
Segundo a Genial Investimentos, a PRIO3 entrega um desempenho impressionante. À medida que o ativo deixou de ser visto como um serviço de recuperação para se tornar em uma tese de execução e crescimento, a ação passou a ser negociada com prêmio em relação à PRIO4.
A recomendação é de compra para a Prio (PRIO3), sendo de R$ 70 o preço-alvo para o fim de 2025, com uma alta de 83,39% na comparação com a sexta-feira (28), que encerrou o pregão a R$ 38,17.






