O dólar à vista (USD/BRL) avançou durante a sessão e encerrou as negociações desta sexta-feira (6) no maior patamar de 2026, acima de R$ 5,50. No acumulado da semana, a moeda registrou valorização de 1,18%.
No fechamento, a moeda norte-americana registrou alta de 0,37%, cotada a R$ 5,5087. A última vez que havia atingido esse patamar foi em 30 de dezembro de 2025, quando encerrou o pregão a R$ 5,4890.
Na máxima da sessão, o dólar chegou a ser negociado próximo de R$ 5,52 no mercado à vista e renovou a máxima intradiária a R$ 5,5345.
O desempenho do dólar à vista acompanhou o cenário global. Por volta das 17h30 (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda norte-americana a uma cesta de seis divisas globais, como o euro e a libra, registrava alta de 0,76%, aos 102,3100 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?
Nesta sexta-feira, o dólar à vista operou com volatilidade e chegou a apresentar queda no início da sessão, após avançar 0,68% na véspera.
Durante o pregão, por outro lado, a moeda voltou a subir após a divulgação do payroll, relatório de emprego dos Estados Unidos, que veio acima das expectativas do mercado financeiro.
De acordo com o Broadcast, a projeção era de criação média de 60 mil vagas. Para o gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital Nova York, Vinicius Flores, a economia norte-americana está acelerando.
Em paralelo, a analista de investimentos da Nomad, Luca Girardi, destacou que o payroll reforçou a leitura de um mercado de trabalho resiliente e elevou a precificação de uma nova alta de juros pelo Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, na reunião de dezembro.
No cenário doméstico, a valorização do dólar foi justificada pela cautela dos investidores com os rumos da política fiscal do governo Lula, o que limitou o espaço para uma valorização do real.
Por fim, as decisões de juros nos Estados Unidos e as oscilações do dólar influenciam os mercados globais. Conheça a carteira recomendada internacional da Orion Research. Clique aqui e veja!









