O candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, afirmou nesta terça-feira (25) que, caso eleito, pretende aplicar a reposição inflacionária sobre o salário mínimo e defendeu critérios “demográficos” e “técnicos” para a destinação de recursos da União para saúde e educação. O candidato também voltou a defender a privatização de grandes empresas estatais.
Zema apresentou a ideia de dividir companhias como a Petrobras (PETR3) e o Banco do Brasil (BBAS3) “por áreas” para viabilizar o processo de privatização. “Eu não vou vender o Banco do Brasil como ele está. Eu quero que o Banco do Brasil se transforme em três, quatro, cinco, para poder aumentar a concorrência”, afirmou.
O mesmo modelo seria aplicado à Petrobras, segundo o candidato, com “cada refinaria e cada região” tendo um operador. Além disso, Zema incluiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na lista de eventuais privatizações, mas afirmou que a Caixa Econômica Federal ficaria de fora.
De acordo com Romeu Zema, os recursos obtidos com as privatizações seriam direcionados para a melhoria da vida da população. O candidato também citou aportes de fundos de pensão estatais no Banco Master como justificativa para desestatizar as companhias. “O setor público é capturado por esses escândalos”, declarou.

Propostas de Zema
Nesta terça-feira, o ex-governador de Minas Gerais também falou sobre a desvinculação de receitas da União para as áreas de saúde e educação e defendeu mudanças no cálculo a partir de dados demográficos.
“Temos cidades compostas majoritariamente por jovens e temos cidades de aposentados, onde só há pessoas maduras e idosos. Hoje é como se tivesse uma roupa universal para todos os brasileiros. Vai ficar apertado demais pra um e folgado demais para o outro”, declarou.
Além disso, Zema defendeu que a idade mínima para aposentadoria varie de acordo com a expectativa de vida do país. Ele afirmou que pretende manter o sistema atual caso seja eleito, mas disse ser necessário aplicar um “gatilho” vinculado à esperança de vida da população.
“Todo direito está adquirido. Quem recebe aposentadoria, vai continuar recebendo. A mudança é para quem estiver entrando no mercado de trabalho”, disse Zema, embora não tenha detalhado como a proposta seria implementada.
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