Após a decisão sobre a política monetária de 2025 no Brasil e nos Estados Unidos, anunciada na última Super-Quarta do ano, em 17 de dezembro, o mercado de fundos imobiliários (FIIs) não deve apresentar mudanças imediatas. Ainda assim, especialistas avaliam que já é necessário que os investidores pensem em estratégias de posicionamento.
Atualmente, a taxa básica de juros (Selic) está em 15% ao ano. Nesse contexto, os fundos imobiliários de papel seguem demonstrando atratividade pela capacidade de entregar rendimentos elevados, enquanto os fundos de tijolo passam a oferecer oportunidades de entrada diante do desconto expressivo das cotas.
Além de manter a taxa básica, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) não sinalizou os próximos passos, nem indicou um eventual início do ciclo de cortes.
Por outro lado, nos Estados Unidos, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), do Federal Reserve (Fed), anunciou uma redução de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para o intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano.
FIIs de papel mantêm atratividade
Mesmo diante de um ambiente de juros elevados, os FIIs de papel continuam entre os mais atrativos do mercado. Esses fundos investem majoritariamente em ativos financeiros, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), que funcionam como instrumentos de financiamento para empresas do setor imobiliário.
Nesse contexto, a analista Lana Santos, do Clube FII, destaca que “os FIIs de CRI seguem imbatíveis na entrega de dividendos enquanto os juros estiverem altos. Afinal, mesmo com os cortes esperados em 2026, os juros seguem em patamar elevado, de 2 dígitos, entregando uma rentabilidade de 1% ao mês.”
Fundos de tijolo entram no radar
Embora tenha acumulado alta de 18% no ano, os fundos imobiliários ainda operam com descontos relevantes. No início do mês, o P/VP do Ifix girava em torno de 0,88 vez, sinalizando que as cotas seguem negociadas abaixo do valor patrimonial.
Dessa forma, a maior oportunidade identificada pelos especialistas está no segmento de fundos de tijolo, especialmente em setores como o de incorporação residencial, cujo P/VP era de aproximadamente 0,72 vez.
Por fim, segundo Lana Santos, “com o fechamento da curva de juros, o mercado passando a precificar taxas menores e as cotas ainda descontadas, observa-se uma relação risco-retorno mais atrativa para investidores que buscam ganho de capital e valorização dos ativos”.










