O fundo imobiliário RBVA11, sob gestão da Rio Bravo, divulgou por meio de fato relevante a venda de um imóvel localizado em São Gonçalo, atualmente locado ao Santander (SANB11), em uma operação avaliada em R$ 7 milhões.
De acordo com o documento, o pagamento foi estruturado em duas etapas. A primeira, no valor de R$ 4 milhões, foi quitada à vista na data da escritura. Já os R$ 3 milhões restantes serão pagos em 20 parcelas mensais de R$ 150 mil.
Além disso, o preço de venda ficou 5,3% acima do laudo de avaliação vigente, embora tenha sido 2,3% inferior ao custo de aquisição do ativo. Dessa forma, a transação não gerou ganho de capital contábil, mas apresentou retorno econômico positivo para o fundo.
Retorno da operação
Segundo a gestão, a Taxa Interna de Retorno (TIR) da operação foi de 10,65% ao ano, considerando um período de 13 anos de investimento. Quando analisados todos os fluxos de caixa do ativo, o retorno equivale a CDI + 0,97% ao ano.
“A venda gerou R$ 4 milhões em liquidez imediata e R$ 3 milhões a receber por meio de prestações, reforçando o caixa para novas operações ou amortização de alavancagem”, ressaltou a gestão do RBVA11.
O pagamento parcelado conta ainda com garantia via alienação fiduciária do próprio imóvel em favor do fundo, mitigando riscos de crédito da operação.
RBVA11 avança na estratégia
Além de marcar a saída do RBVA11 da cidade de São Gonçalo, sendo a terceira alienação de ativos na região nos últimos seis meses A operação também corresponde a 30ª venda realizada pelo fundo desde 2019, totalizando R$ 291,8 milhões em desinvestimentos no período.
Segundo a gestora, a decisão reflete uma avaliação de que a localização perdeu relevância estratégica. Além de estar alinhada ao objetivo de diminuir a exposição ao setor bancário. Com a operação, a participação desse segmento no portfólio recuou de 23% para 22,7%.
A gestão ressalta que a reciclagem ativa de portfólio segue como pilar estratégico do RBVA11, buscando maior diversificação e eficiência na alocação de capital. Atualmente, nenhum locatário representa mais de 28% da receita contratada do fundo.
“Buscamos, de forma disciplinada, desinvestir de regiões onde não vemos mais potencial de longo prazo, ao mesmo tempo em que fortalecemos a geração de caixa para melhorar a estrutura de capital”, afirmou a gestão.
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