O fundo imobiliário RBRP11, gerido pela RBR Gestão, divulgou o balanço de dezembro com resultado de R$ 6,08 milhões, representando alta de 27,4% em relação ao mês anterior, quando o lucro havia sido de R$ 4,772 milhões.
No período, o FII registrou receita total de R$ 6,908 milhões, frente a despesas operacionais de R$ 828 mil. Com esse desempenho, o fundo realizou a distribuição de R$ 0,40 por cota em dividendos, equivalente a um montante de R$ 4,871 milhões.
O valor ficou dentro do guidance da gestão para o primeiro semestre de 2026 (1S26), que prevê incremento de 5% na distribuição em relação aos níveis atuais. O pagamento foi realizado em 15 de janeiro, considerando a posição dos cotistas em 8 de janeiro, data de corte.
No entanto, o RBRP11 reforçou que o guidance de rendimentos é uma estimativa baseada nas informações disponíveis no momento, não configurando promessa de rentabilidade futura.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, a distribuição de dividendos de fundos imobiliários como o RBRP11 é isenta de Imposto de Renda (IR) para pessaos físicas, aumentando a atratividade do FII.
Movimentações do RBRP11
Ao longo de dezembro, o RBRP11 promoveu ajustes relevantes em seu portfólio. O principal movimento foi a venda de ativos logísticos para o XPLG11, fundo da XP Vista, reduzindo a exposição ao segmento e concentrando a estratégia exclusivamente em escritórios.
Além disso, no Edifício Delta Plaza, o fundo realizou uma extensão parcial de seis meses em uma das três lajes ocupadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A área remanescente foi desocupada conforme previsto, movimento que já havia sido comunicado anteriormente por fato relevante.
Segundo a gestora, a redução de vacância no portfólio está condicionada ao cronograma contratual dos imóveis e ao ambiente de mercado, com negociações comerciais em andamento ainda em fase de conclusão.
Por fim, o fundo destacou a evolução no ativo River One, em São Paulo. Com o encerramento de descontos e carências, e sem a necessidade de novos incentivos, o imóvel encerrou 2025 com 94,0% de ocupação, após a locação do último espaço de escritórios que estava vago em novembro.
Atualmente, restam apenas lojas disponíveis, que já estão em negociação com potenciais ocupantes, reforçando a expectativa de melhora gradual na taxa de ocupação do portfólio.
Com a retomada gradual dos resultados e a reorganização estratégica dos portfólios, fundos como o RBRP11 voltam ao radar dos investidores. Para identificar oportunidades alinhadas ao seu perfil e ao momento do mercado, conheça as carteiras recomendadas da Orion Research. Clique aqui!










