Nesta terça-feira (30), as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) recuavam acompanhando a queda dos preços do petróleo, em meio à expectativa de aumento da oferta pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+).
Às 16h44 (horário de Brasília), os papéis preferenciais PETR4 caíam 1,67%, cotados a R$ 31,28, enquanto as ações ordinárias PETR3 recuavam 2,04%, a R$ 33,62. Foi a quinta baixa consecutiva da petroleira. No mesmo horário, o petróleo Brent, referência global, tinha queda de 1,31%, negociado a US$ 66,21.
Braskem afeta Petrobras (PETR4)
O desempenho da Petrobras também reflete as incertezas em torno da reorganização financeira da Braskem (BRKM5), cujas ações acumulam queda de 40% em 2025.
Na segunda-feira (29), a Braskem já havia recuado cerca de 4%, pressionada ainda pela demora do Ibama em liberar a licença de exploração na Margem Equatorial. Segundo o BTG Pactual, a Petrobras pode manter até 49% de participação na Braskem por meio da conversão de dívidas em capital próprio, sem deságio.
“Se 25% da dívida da Braskem (US$ 1,7 bilhão) fosse convertida em capital próprio, a Petrobras precisaria igualar esse valor com uma injeção adicional de US$ 1,7 bilhão para evitar diluição. Sob essa estrutura, a alavancagem da Braskem cairia para 2,6 vezes a dívida líquida sobre o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) até 2026, criando espaço para se beneficiar caso os spreads melhorem à medida que o ciclo se estabilize”, afirmam.
Segundo eles, o dividend yield (rendimento de dividendo) da petroleira pode apresentar baixo desempenho de até 0,8 ponto percentual (p.p.), atingindo 8,2%. “A Petrobras precisaria continuamente acompanhar qualquer conversão de dívida com capital fresco para preservar sua participação, o que impactaria diretamente o retorno aos acionistas”, escreveram em relatório.
Oferta da Opep+
Em 5 de outubro, a Opep+ se reunirá para um possível acordo de aumento da produção, que está prevista para novembro, caso seja aprovada. “Nosso balanço patrimonial sugere claramente que a oferta adicional não é necessária. Esperamos que o mercado atinja um grande superávit no quarto trimestre e permaneça assim até 2026. Como resultado, prevemos que os preços do petróleo sofrerão pressão significativa ao longo do próximo ano”, diz o ING.












