O ouro renovou sua máxima histórica nesta quinta-feira (29) e registrou a oitava alta consecutiva, impulsionado pelo aumento das incertezas globais e pela busca por ativos de proteção. Durante a sessão, o metal chegou a subir 3,8%, ultrapassando pela primeira vez o patamar de US$ 5.500 por onça-troy.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para abril encerrou o dia com avanço de 0,27%, cotado a US$ 5.354,80 por onça-troy. Na máxima intradiária, o metal atingiu US$ 5.625 por onça-troy.
O desempenho positivo ocorre em meio à deterioração do sentimento de risco no exterior, com investidores migrando para ativos considerados mais seguros diante do ambiente de maior instabilidade.
O que mexe com o ouro nesta quinta?
De acordo com o Goldman Sachs, a trajetória fiscal e a incerteza política no Japão têm exercido pressão adicional sobre os preços do ouro. Para o banco, os níveis atuais representam um ponto de entrada mais cauteloso para investidores táticos.
“Uma resolução desses fatores poderia provocar uma correção temporária, enquanto qualquer novo aumento dos riscos geopolíticos ou fiscais poderia sustentar uma consolidação ou até preços mais altos”, destacaram.
Além disso, preocupações sobre a independência do Federal Reserve (Fed) e a expectativa de uma postura mais dovish da autoridade monetária reforçaram o movimento de desvalorização do dólar, favorecendo a demanda por metais preciosos.
Para o cenário de longo prazo, o Goldman estima que o ouro alcance US$ 5.400 por onça-troy até dezembro de 2026, sustentado pela demanda estrutural de bancos centrais de mercados emergentes.
Além disso, o enfraquecimento da moeda americana também impactou outros metais preciosos ao longo da sessão, ampliando o movimento de valorização observado no mercado global.
Desempenho da prata
A prata seguiu o mesmo movimento do ouro e avançou nesta quinta-feira. O contrato para março fechou em alta de 0,78%, cotado a US$ 114,43 por onça-troy, acumulando valorização de 51% em 2026.
Ademais, o movimento reflete o aperto de liquidez em Londres, fator que tem mantido o metal negociado acima do patamar de US$ 100 por onça, segundo analistas do setor.
Por fim, o novo recorde do ouro reforça o papel dos ativos reais e de proteção em períodos de instabilidade global. Para quem busca diversificação e estratégias alinhadas a diferentes ciclos econômicos, as carteiras recomendadas da Orion Research combinam ativos defensivos e oportunidades de valorização para diferentes cenários de mercado. Confira aqui!










