O fundo imobiliário MXRF11, gerido pela XP Asset e conhecido por possuir a maior base de cotistas do mercado brasileiro, informou que terá mais de 22 milhões de novas cotas em negociação na Bolsa brasileira (B3) a partir desta terça-feira (16).
Os novos papéis são referentes às cotas subscritas na 11ª emissão realizada pelo FII, encerrada na segunda quinzena de novembro. A oferta foi responsável pela captação de R$ 217,9 milhões, o equivalente a pouco mais de 20% do objetivo da gestora, que inicialmente pretendia levantar R$ 1 bilhão.
No total, foram 22.944.234 novas cotas integralizadas, cada uma ao valor de R$ 9,50, sem incluir o custo de subscrição de R$ 0,14 por cota. Além disso, os recibos de subscrição, identificados pelos tickers MXRF13, MXRF14 e MXRF15, também receberam dividendos proporcionais na sexta-feira (12).
Nesse contexto, os recibos passaram pelo processo de conversão nesta segunda-feira (15), passando a aparecer nas carteiras como MXRF11. Com isso, foi aberta a negociação entre as mais de 460 milhões de cotas que compõem o patrimônio líquido do fundo. Atualmente em torno de R$ 4,337 bilhões.
MXRF11: Destino dos recursos da oferta
Segundo a XP Asset, os recursos captados serão direcionados a investimentos em ativos considerados estratégicos dentro do mandato atual do MXRF11.
Dessa forma, cerca de 80% do patrimônio líquido deverá ser alocado em CRIs, com prioridade para títulos de crédito de alta qualidade, carregos atrativos e potencial relevante de ganho de capital recorrente por meio do giro no mercado secundário.
Além disso, outros 20% do patrimônio líquido poderão ser destinados a permutas financeiras, com retornos projetados em INCC + 13,00% ao ano. Não foram divulgados mais detalhes sobre o planejamento do montante.
A gestora também destaca a busca por operações estruturadas via FIIs com características semelhantes às de CRIs. Além de posições táticas no mercado secundário, com foco em ganho de capital.
Por fim, nos últimos meses, o MXRF11 apresentou uma distribuição estável de dividendos, mantida em R$ 0,10 por cota por oito meses consecutivos.










