O fundo imobiliário IBBP11, gerido pela InVista Real Estate, informou nesta quarta-feira (18) que seus cotistas aprovaram, em assembleia geral extraordinária (AGE) realizada na terça-feira (17), a aquisição de cinco empreendimentos logísticos, em uma operação avaliada em R$ 339,1 milhões.
Os imóveis fazem parte do portfólio do XPIN11, fundo da mesma casa, e integram o ecossistema do Brazilian Business Park (BBP), considerado o maior complexo industrial da América Latina, com presença em São Paulo e Minas Gerais.
IBBP11 adquire cinco condomínios
Entre os ativos adquiridos pelo IBBP11 está o condomínio Barão de Mauá, localizado em Atibaia (SP), com cerca de 17,9 mil metros quadrados de ABL, adquirido por R$ 36,9 milhões.
Também fazem parte da operação os condomínios Brazilian Business Park Gaia Air (31,7 mil m² de ABL) e Gaia Terra (34,5 mil m² de ABL), em Jarinu (SP), adquiridos por R$ 90,7 milhões e R$ 89,3 milhões, respectivamente.
Além do Condomínio Centro Empresarial Atibaia, com 21,4 mil m² de ABL, por R$ 66,7 milhões, e o Condomínio Extrema, em Extrema (MG), com aproximadamente 35,7 mil m² de ABL, adquirido por R$ 55,5 milhões.
Condição da transação
Embora o quórum de instalação da assembleia tenha sido de aproximadamente 55% das cotas emitidas, com 54,66% favoráveis às matérias, a operação envolve potencial conflito de interesses.

Isso porque a Vórtx atua como administradora tanto do IBBP11 quanto do XPIN11, enquanto a InVista Real Estate passou a gerir ambos os fundos após aprovação prévia dos cotistas do XPIN11.
Dessa forma, a deliberação exigiu autorização expressa dos cotistas do IBBP11, conforme previsto na regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Efeito da operação
Com as aquisições, o IBBP11 amplia sua Área Bruta Locável (ABL) e reforça sua posição entre os principais fundos de galpões logísticos e industriais do país.
A movimentação também está alinhada à estratégia da gestora de concentrar os ativos do BBP em um único veículo, buscando maior escala e liquidez.
Atualmente, o fundo apresenta 100% de ocupação física e 100% de adimplência, além de um resultado líquido de aproximadamente R$ 5,5 milhões em fevereiro de 2026. A conclusão da reorganização está prevista para o quarto trimestre de 2026 (4T26).
Assembleia geral extraordinária
Além da aquisição, os cotistas aprovaram outras três matérias na assembleia. Entre elas, está a 5ª emissão de novas cotas ordinárias, destinada exclusivamente a investidores profissionais, com renúncia ao direito de preferência pelos atuais cotistas.
Além da 2ª emissão de cotas seniores, igualmente voltada a investidores profissionais e estruturada sob o rito de registro automático da Resolução CVM 160, com deságio de 15% sobre o valor unitário da cota sênior.
Com isso, o fundo busca aumentar a atratividade da oferta e viabilizar a captação necessária para financiar as aquisições.
Ademais, a operação faz parte de uma reorganização mais ampla, que inclui a posterior liquidação do Invista Industrial, com redistribuição de ativos aos cotistas, principalmente por meio de cotas de outros FIIs.
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