O fundo imobiliário HGRU11, gerido pela Pátria Investimentos, divulgou o balanço de janeiro com resultado distribuível de R$ 19,8 milhões, representando uma queda de 38,1% em relação ao mês anterior, quando apurou R$ 32 milhões.
No período, o fundo registrou receita total de R$ 25,3 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 5,5 milhões. O desempenho foi sustentado principalmente pela receita de locação, que atingiu R$ 22,4 milhões no mês.
Com isso, o HGRU11 realizou a distribuição de R$ 0,95 por cota em dividendos, com pagamento efetuado em 13 de fevereiro, com base na posição dos investidores em 30 de janeiro, data de corte.
Vacância em patamar baixo
Em janeiro, o HGRU11 apresentou vacância física e financeira de 0,8%, refletindo o elevado nível de ocupação do portfólio. Atualmente, o fundo conta com 100 imóveis, totalizando 600.276 metros quadrados de área bruta locável (ABL), distribuídos em 16 estados, com 24 locatários.
Entre os destaques operacionais do período, figura-se a locação do Mineirão Rio Branco, que ocorreu sem período de vacância. Segundo a gestão, a formação de polos comerciais nos ativos tem contribuído para facilitar a substituição de inquilinos quando necessário.
Além disso, o fundo mantém um WALE, prazo médio ponderado dos contratos, de 9,4 anos, com 81% dos contratos classificados como atípicos. A carteira é majoritariamente indexada ao IPCA, que responde por 99% dos contratos, enquanto 1% está atrelado ao IGP-M.
Em termos de alocação setorial, 55% do portfólio do HGRU11 está concentrado em varejo alimentício, 25% no segmento educacional, 17% em varejo de vestuário e 3% em outros segmentos.
No encerramento de janeiro, o fundo registrava alavancagem financeira de 5,7%. Além disso, a gestão projeta uma redução de 0,7 ponto percentual (p.p.) até 2027, levando o indicador para 5%, em linha com a estratégia de fortalecimento da estrutura de capital.
Estratégia do HGRU11
No relatório, o HGRU11 reforçou a continuidade da estratégia de desinvestimentos, com destaque para a venda de ativos ligados ao portfólio da Pernambucanas. Segundo a gestora, as alienações ocorreram acima do valor patrimonial dos imóveis, contribuindo para geração de valor aos cotistas.
Atualmente, o fundo possui patrimônio líquido próximo de R$ 3,0 bilhões, com valor de mercado em patamar semelhante, negociando a P/VP de 1,00x. A liquidez média diária foi de R$ 5,9 milhões em janeiro.
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