O dólar à vista renovou sua mínima em mais de dois anos nesta sexta-feira (08), encerrando o pregão no menor nível desde janeiro de 2024. O movimento refletiu a combinação entre dados fortes do mercado de trabalho dos EUA e o avanço das expectativas por um possível acordo no conflito do Oriente Médio.
Com isso, o dólar à vista (USDBRL) fechou em queda de 0,60%, cotado a R$ 4,8939. No acumulado da semana, a moeda norte-americana recuou 1,19% frente ao real.
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, como euro e libra, operava em baixa de 0,16% por volta das 17h (horário de Brasília), aos 97,910 pontos.

O que derruba o dólar hoje?
No mercado internacional, os investidores seguiram atentos aos desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã, diante de sinais de avanço nas negociações diplomáticas.
Na quinta-feira (07), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que mantém conversas com Teerã, mesmo após novos episódios de tensão militar entre os países. Além disso, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou que Washington aguardava uma resposta oficial do Irã ainda nesta sexta-feira.
Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, afirmou que a resposta segue em avaliação.
“Está em análise e será dada no momento apropriado”, disse ele, segundo a agência estatal ISNA. “Nós fazemos o nosso trabalho e não nos importamos com prazos ou ultimatos”, acrescentou.
O cenário acabou reduzindo parte da busca global por proteção, movimento que costuma fortalecer o dólar em períodos de maior aversão ao risco.
Dados de emprego nos EUA
Além das questões geopolíticas, o mercado repercutiu o payroll, principal relatório de emprego dos Estados Unidos e um dos indicadores mais acompanhados pelo Federal Reserve (Fed).
Segundo os dados divulgados nesta sexta-feira, a economia norte-americana criou 115 mil vagas de trabalho em abril, acima das projeções do mercado.
Embora o resultado represente desaceleração em relação aos meses anteriores, os números reforçaram a percepção de que o mercado de trabalho segue resiliente nos EUA.
Com isso, investidores passaram a reduzir apostas em cortes de juros no curto prazo por parte do Fed.
A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,3%, enquanto o salário médio por hora subiu 0,2% no mês e acumulou alta de 3,6% em 12 meses.
Por fim, em um cenário de juros globais elevados e volatilidade no câmbio, investidores seguem atentos aos impactos sobre ações, FIIs e ativos dolarizados. Com isso, vale acompanhar análises e estratégias atualizadas do mercado, confira os conteúdos da Orion Research. Clique aqui!












