O fundo imobiliário CACR11, sob gestão da Cartesia Capital, fechou em queda nesta terça-feira (26), liderando a ponta negativa entre os FIIs na Bolsa brasileira (B3), em meio a preocupações envolvendo operações de crédito presentes em sua carteira.
Com isso, as cotas do fundo encerraram o pregão a R$ 33,50, o que equivale a uma queda de 6,69% em relação aos R$ 36,90 registrados no fechamento de segunda-feira (25).

O que derrubou o CACR11?
A pressão sobre o fundo está relacionada à comunicação de inadimplência envolvendo o CRI Helvetia, ativo que compõe o portfólio do Cartesia Recebíveis Imobiliários.
Segundo a Bari Securitizadora S.A., a Helvetia 5 Administradora de Imóveis não efetuou o pagamento das notas comerciais vinculadas ao certificado.
Com isso, o vencimento ocorrido em 22 de maio não foi honrado. Além disso, a operação ficou sem recursos suficientes no patrimônio separado para realizar o repasse previsto aos investidores do CRI no dia 25 de maio.
Atualmente, o CRI Helvetia possui saldo devedor de R$ 58,9 milhões dentro do portfólio do CACR11, o equivalente a cerca de 12,7% do patrimônio líquido do fundo imobiliário.
Ademais, a Bari informou que seguirá adotando as medidas necessárias para preservar os interesses dos detentores dos CRIs.
FII acumula queda em maio
A queda desta terça-feira dá continuidade ao movimento negativo recente do CACR11. Na semana encerrada em 8 de maio de 2026, o fundo acumulou desvalorização de 59,79%, fechando o pregão cotado a R$ 32,70.
Ademais, o movimento mais intenso ocorreu em 4 de maio, quando as cotas caíram 42,2%, passando de R$ 81,33 para R$ 47,01. Além disso, nos dias seguintes o fundo ainda registrou novas quedas relevantes, com recuos consecutivos ao longo da semana.
Além da pressão no mercado secundário, o desempenho também foi afetado pela decisão do fundo de não distribuir os dividendos referentes ao resultado de abril.
Segundo a gestão, a medida teve como objetivo reforçar o caixa, preservar garantias e sustentar os projetos financiados pela carteira. Projetando um cenário mais desafiador para o setor imobiliário e de crédito.
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