Com a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25), as ações do BTG Pactual (BPAC11) operam em queda nesta segunda-feira (09), mesmo com números considerados praticamente em linha com as expectativas, segundo avaliação do JPMorgan.
No período, o banco registrou retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 27,6%. Ainda assim, o desempenho não foi suficiente para sustentar o papel no pregão. Por volta das 15h15 (horário de Brasília), o BPAC11 recuava 1%, cotado a R$ 59,67.
“Foi um ano excepcional, com ROE anual de 26,9%, o melhor da história da companhia. A administração demonstrou confiança em manter um ROE sustentável acima de 25%”, destacaram os analistas do banco.
BTG Pactual: Resultados do trimestre
Além do ROE elevado, o BTG Pactual reportou lucro líquido ajustado recorde de R$ 4,59 bilhões no quarto trimestre. O montante representa uma alta de 40,3% em relação ao mesmo período de 2024 (4T24) e um avanço de 1,1% frente ao terceiro trimestre de 2025 (3T25).
O número ficou próximo da expectativa do mercado, que projetava um lucro médio de R$ 4,67 bilhões, segundo estimativas compiladas pela Bloomberg.
No acumulado do ano, o banco encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 16,68 bilhões, crescimento de 35% na comparação anual. “Encerramos 2025 com resultados recordes em todas as linhas de negócio e crescimento acelerado das franquias de clientes, refletindo a solidez do nosso modelo de negócios diversificado, a robustez do balanço e a execução disciplinada da estratégia”, afirmou o CEO Roberto Sallouti.
Destaques operacionais
Segundo o JPMorgan, embora o resultado não tenha sido tão surpreendente quanto nos segundo e terceiro trimestres, devido ao aumento das expectativas, o desempenho operacional foi sólido, com cerca de 60% das linhas de receita acima das estimativas.
Entre os destaques, está o crescimento da gestão de ativos, com alta anual de 30%, ficando 17,5% acima da estimativa. Em seguida, o Sales and trading, 8% acima da estimativa, com avanço de 30%.
Além dos resultados do Banco de Investimento (IB), que ficou 6,5% acima do esperado, apresentando crescimento de 36%. Enquanto os juros e outras receitas avançaram cerca de 5% acima das projeções do JPMorgan.
Os 40% restantes da receita vieram principalmente das áreas de wealth management e crédito corporativo, que ficaram, em sua maioria, em linha com as expectativas.
Ainda assim, o banco chamou atenção para a forte captação líquida em wealth, que somou R$ 46 bilhões no trimestre, acima dos aproximadamente R$ 30 bilhões observados em períodos anteriores.
O que fazer com o BPAC11?
Apesar do trimestre robusto, o JPMorgan avalia que a reação do mercado tende a ser mais contida, justamente porque os números já estavam refletidos em expectativas elevadas.
Considerando a estimativa de lucro líquido de R$ 19,4 bilhões em 2026, o banco calcula que o BTG negocia a cerca de 12 vezes o preço sobre lucro (P/L) e 3,3 vezes o preço sobre valor patrimonial (P/VP).
Diante desse cenário, o JPMorgan mantém recomendação neutra para as ações do BTG Pactual. “Embora crescimento e execução justifiquem prêmios de valuation, vemos potencial de alta limitado e mantemos recomendação neutra”, concluiram.
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